Matematicamente o melhor seria fazer tudo correto, previsível, fácil, sensato e isso vai levar você com 98% de chance a um caminho com poucos percalços e vida tranquila ou não, já que o caminho considerado sensato depende do contexto social de cada um. Quero isso bem claro para vocês entendam meu raciocínio:
O caminho da sensatez num ambiente onde as pessoas só tem acesso ao trabalho rural será o trabalho rural. Digo isso para que entenda-se sensatez como a facilidade de optarmos pelo mais lógico que é o caminho fácil que vai levar você quase que certamente a mediocridade seja ela algo bom ou ruim.
Logo podemos dizer que 98% das pessoas acabam por seguir o caminho da sensatez que leva ao comum, sendo guiados pelas suas chances e oportunidades no decorrer de suas vidas dentro do seu contexto social. Porém vale falar dos 2%, já que esses fazem o novo, o notável, o extraordinário, esses tem a mesma probabilidade de 98% só que esta é contra eles e isso faz com que 98% desses 2% não consigam nada sendo seus fracassos muitas vezes monumentais sirvam de exemplo para os demais, desencorajando e ratificando as escolhas fáceis da sensatez. Porém os poucos que acertam são eternos na história, pois mudam o mundo, inspiram pessoas desacreditando a matemática por um momento e tornam os sonhos uma alternativa válida. Muitos perderam a vida tentando compor uma grande sinfonia pagando o preço mais alto pela chance de serem imortais, mas Beethoven conseguiu. Logo, considerando tudo, como proceder diante da vida será que é correto a tentativa de relegar alguém a mediocridade? É justo obscurecer a chance de ser eterno de alguém? Ninguém realmente sabe quais os melhores caminhos para si, mas sabem apontar perfeitamente o caminho para os outros e isso é no mínimo hipocrisia. Acho que o melhor é dizer que os dois são válidos e tentar ensinar um pouco sobre probabilidade.
Esculhambem-me se lhes apetece,
Milton Lavôr


